O livro didático tem suma importância para o processo de aprendizagem no
desenvolvimento do ser humano como aluno. Ele é fundamental para a
formação das estratégias de ensino, pois norteia o caminho a ser
traçado pelo educador.
O Brasil já trata a
questão como política pública através do Programa Nacional do
Livro Didático (PNLD). O programa foi criado em 1985, e tem como
objetivo à distribuição de obras didáticas aos estudantes da rede
pública de ensino brasileira.
Os
investimentos em livros didáticos a cada ano têm aumentado, em 2005
foram distribuídos 110.643.113 livros didáticos para o ensino
fundamental das escolas públicas de todo o país, beneficiando 31 milhões
de estudantes. Agora em 2011, foram mais de 135,6 milhões de livros
adquiridos pelo PNLD, que investiu 880,2 milhões de reais. Isso faz com
que o programa se torne o maior em aquisição de livros no mundo.
Sendo um instrumento de apoio e que auxilia a maior parte dos alunos,
vamos valorizar o livro didático, é com ele que descobrimos caminhos e
aprendemos lições para o resto da vida.
A audição é o sentido responsável pela percepção dos sons. Nos seres
humanos, os receptores auditivos estão localizados no ouvido interno. A
fala é a capacidade de os seres humanos emitirem sons inteligíveis,
formando palavras. O surdo-mudo é uma pessoa que tem ambas as
deficiências: auditiva e da fala.
Muitas pessoas acreditam que o surdo-mudo vive isolado em função de tais
limitações, mas essa crença não é verdadeira, pois ele é tão capaz de
aprender quanto qualquer pessoa que não possua deficiência alguma.
Os surdos-mudos podem realizar muitos tipos de atividades; basta que
desenvolvam outros sentidos e que sejam estimulados. A integração dessas
pessoas na sociedade é de suma importância, por isso é preciso
respeitá-las e reconhecer seus direitos.
Nem todos os deficientes auditivos (D.A.) são mudeos, visto que muitos
têm voz e conseguem falar se forem estimulados por fonoaudiólogos.
Quando uma criança nasce com problemas de audição, é preciso estimulá-la
desde cedo para que aprenda a falar. Mesmo que essa percepção se faça
tardiamente, ainda assim, as chances do aprendizado da fala são grandes.
No Brasil, há muitas instituições de apoio aos surdos-mudos. O
Dicionário Libras divulga em larga escala a língua dos sinais, que
facilita a comunicação dos surdos-mudos em seu dia-a-dia.
É necessário que a população aprenda mais sobre os deficientes auditivos
e de fala. Isso lhe daria a real visão da capacidade criativa e
produtiva dessas pessoas, visto que deficiência física não é o mesmo que
deficiência mental.
Na palavra Efatá!, que significa "Abre-te!" (Mc 7, 34), pronunciada por
Jesus ao curar um surdo-mudo, há um grande ensinamento: é preciso que
estejamos sempre abertos ao entendimento entre os seres humanos, tenham
eles as limitações que tiverem, pois todos nós possuímos, de uma maneira
ou de outra, algum tipo de limitação que pode e deve ser superada com
esforço e boa vontade.
- O professor sorteia um aluno que deve, por alguns instantes, retirar-se da sala;
- Três alunos apresentam frases verdadeiras e positivas a respeito do colega ausente;
- Anotar frases na lousa;
- O aluno é convidado a voltar, ler o que se encontra na lousa e tentar identificar os depoentes;
- Acertando ou não, estes não devem ser revelados;
- Outro aluno é escolhido para sair da sala e assim por diante;
-Encerramento: debate colhendo a impressão e construção das características mencionadas, assim como sua influencia no grupo.
É importante prever:
- Espaço para circulação livre dos alunos;
- Ajudante para conduzir e ficar com o aluno fora da sala de aula por alguns instantes;
- Bloco para escrever as frases e não usar a fala;
- Anotar o nome do aluno "cobaia", as frases, os depoentes e as respostas.
Dinâmica 2: Leilão
- Cada aluno isoladamente deve, em uma folha de papel, relacionar 3 atributos pessoais e/ouvalores morais existentes e 3 desejados;
- Reunir grupos de 3 alunos para discutir suas opiniões;
- Cada grupo relaciona os fatores consensualmente mais utilizados;
- O professor desenvolve um debate comparando as posições apresentadas pelos grupos;
- Verifica se existem propostas e/ou sugestões sobre outros atributos ou valores.
É importante prever:
- Trazer pronta uma listagem de atributos pessoais e valores morais com definição;
- Digitar e imprimir os fatores em folha de cor amarela ou verde.
Dinâmica 3: Crachás
- Cada
aluno confecciona seu crachá escrevendo os seguintes itens: nome, gosto
de ser chamado de..., fico contente sempre que..., uma situação que me
deixa muito aborrecido é..., uma palavra que resume como gosto de ser
tratado é...;
- Os alunos devem circular por uns 10 min. pela sala com os crachás, para que os alunos possam ler as informações;
- Organizar um círculo de debates onde cada aluno possa falar um pouco
sobre si e sobre o outro, expresse sua impressão sobre a atividade e
revele suas descobertas;
É importante prever:
- Escrever na lousa os itens a serem respondidos;
- Distribuir a cartolina e a caneta colorida;
- Auxiliar para furar e colocar o barbante no crachá.
Para
crianças 4-5 anos que estão aprendendo manusear a tesoura. O manuseio
da tesoura exigem lateralidade definida (destro ou canhoto), tipo de
tesoura adequado para dominância manual e tamanho da tesoura para
criança, habilidades finas dedos (indicador, polegar e dedo médio),
força e destreza manual. Os movimentos cortar em linha reta pode ser uma
grande desafio para as crianças com dificuldades habilidades motoras e
percepção visual e espacial.
Dicas de como ensinar a criança manusear a tesoura e cortar em linhas retas
- Primeiro deixar a criança explorar os movimentos de abrir e fechar da tesoura
- Utilizar o papel cartão (maior feedback sensorial) para depois papel normal
- Fazer as linhas escuras e grossas
-
Utilizar uma tinta relevo no contorno das linhas ou
emborrachados.Quando a tinta relevo endurece, fornece para criança uma
pista tátil quando vira a tesoura fora da linha
-Reduzir o tamanho (linhas de corte) gradativamente. Para criança adquirir maior precisão do corte
O autismo é considerado uma
disfunção global no desenvolvimento do indivíduo, que reflete com a
alteração comportamental, afetando a sua capacidade de estabelecer
relacionamentos, de se comunicar, de responder ao ambiente de maneira
apropriada, ou seja, segundo os padrões tidos como normais, no entanto
uma das caracteristicas do autismo é a variedade de níveis de
intensidade em que essas alterações se manifestam em cada paciente,
algumas vezes se salientando o aspecto social e em outros o aspecto
cognitivo.
O autismo se caracteriza pela
grande variedade de manifestações e os diferentes niveis dessas
manifestações, que se caracteriza basicamente por alterações nos padrões de relacionamento, de comunicação e de comportamento,
além de que algumas pessoas com autismo apresentam a fala e a
inteligencia preservadas enquanto outros apresentam graves problemas no
desenvolvimento da sua linguagem. Em alguns pacientes o autismo pode se
maniestar através de comportamentos restritos e com padrões rígidos,
enquanto outros parecem distantes e fechados em sí mesmos.
No entanto muitos ainda
conseguem manter uma vida social, dentro de suas restrições. As diversas
variações da sintomologia do autismo são designadas como espectro
autista, em virtude da imensa gama de possibilidades e associações de
sintomas e manifestações. Alguns mitos que definem autistas como
crianças que vivem exlusivamente em seu mundo, não brincam e não
interagem com outras crianças não são verdadeiros, pois essas
caracteristicas podem se manifestar em niveis diferentes.
Características de Autismo
- não estabelece contato com olhos
- parece surdo,mas não é (ás vezes não responde quando é chamado)
- pode começar a desenvolver a linguagem mas repentinamente isso é completamente interrompido sem retorno
- age como se não tomasse conhecimento do que acontece com os outros
- apresenta certos gestos imotivados como balançar as mãos ou balançar-se(estereotipias)
- cheira ou lambe os brinquedos
- hipersensibilidade dos alimentos (não aceita alimentos texturas diferentes)
- hipersensibilidade tátil,oral e/ou auditiva
- dificuldade expressões de sentimentos de alegria e tristeza
- alterações comportamentais com a mudança de rotina (ambientes diferentes, férias escolares e outros)
-
movimentos repetitivos. Existem freqüentemente ligações a objetos
estranhos, como, por exemplo, a uma tira de borracha. Estão presentes
estereotipias motoras como bater palmas,movimentos peculiares das mãos,
dedos e cabeça ou balanceamento de todo o corpo.
- crises de choro e grito sem motivo aparente.(alterações comportamentais)
-mania ou fixações por certos objetos(carros, trens, caminhão, dinossauros)
- fala repetitiva ou Ecolalia
- fixações por objetos que giram( como rodas e ventilador)
-
Alterações de humor, por exemplo: risadas ou choro sem motivo aparente,
ausência de reações emocionais, ansiedade e tensão generalizadas.
CRITÉRIOS PARA DIAGNÓSTICO DO AUTISMO (DSM-IV)
Um total de seis (ou mais) itens de (1), (2) e (3), com pelo menos dois de (1) e um de cada de (2) e (3).
1) Comprometimento qualitativo na interação social, amplo e persistente, manifestado por pelo menos dois dos seguintes itens:
· destacada diminuição no uso de comportamentos não-verbais
múltiplos,tais como contato ocular, expressão facial, postura corporal e
gestos para lidar com a interação social.
· falha no desenvolvimento de relações interpessoais apropriadas à idade.
· ausência da busca espontânea em compartilhar divertimentos,interesses ou realizações com outras pessoas.
· falta de reciprocidade social ou emocional.
2) Prejuízo qualitativo na comunicação, marcante e persistente,manifestado por pelo menos um dos seguintes itens:
· atraso ou ausência total do desenvolvimento da linguagem oral, sem
ocorrência de tentativas de compensação através de modos alternativos de
comunicação, tais como gestos ou mímicas.
· em indivíduos com fala normal, destacada diminuição da habilidade de iniciar ou manter diálogo.
· linguagem estereotipada, repetitiva ou idiossincrática.
· ausência de jogos ou brincadeiras de imitação social variados e espontâneos de acordo com a idade.
3) Padrões restritos, repetitivos e estereotipados de
comportamentos, interesses e atividades, manifestados por pelo menos um
dos seguintes itens:
· obsessão por um ou mais padrões estereotipados e restritos de interesse que seja anormal tanto em intensidade quanto em foco.
· adesão aparentemente inflexível a rotinas ou rituais específicos e não funcionais.
· maneirismos motores estereotipados e repetitivos.
· preocupação persistente com partes dos objetos.
Atraso ou funcionamento anormal em pelo menos uma das seguintes áreas,com início antes dos três anos de idade:
· interação social.
· linguagem usada na comunicação social.
· Ação simbólica ou imaginativa.
Dar autonomia ao filho também faz parte da educação.
Pais protegem os filhos por instinto.
Quando têm em casa uma criança especial, o risco de exagerar na dose é
ainda maior. Por desconhecimento da deficiência ou por medo de rejeição,
acabam impedindo o filho de realizar diversas atividades que ele seria
perfeitamente capaz de executar sozinho.
Com a melhor das intenções – deixar a criança em segurança –, os pais
acabam caindo em uma armadilha. O cuidado exacerbado atrasa e outras
vezes até talha a possibilidade do desenvolvimento físico e emocional da
criança. Ela pode até criar uma independência desnecessária, porque não
vive a vida real.
Ter deficiência não significa ser incapaz. Cada um tem suas potencialidades. Cabe aos responsáveis reconhecê-las e trabalhá-las.
O melhor caminho para evitar a superproteção que isola a criança
especial é a informação: saber das necessidades da criança e ajudar a
superá-las, acreditando na sua capacidade.
Ser autônomo significa saber cuidar de si.Ou seja,capaz de se virar sozinho com suas potencialidades.
O importante é ter este objetivo desde que a criança é pequena, e ir
preparando-a, dando-lhe os instrumentos para que se torne independente. E
o primeiro passo é acreditar que a autonomia é possível e necessária,
principalmente para a auto-estima de seu filho.
Não se esqueça! Educar é também dar condição de AUTONOMIA.
Basta um momento por dia para estimular em seu filho a paixão pelos
livros. Essa é uma das maiores heranças que você pode deixar a ele.
Confira algumas dicas para estimular a leitura das crianças:
Reserve meia hora, todos os dias, para ler com seu filho. Antes
mesmo de a criança estar alfabetizada, use livros ilustrados, sem textos
ou com poucas palavras. Depois, recorra a volumes com histórias mais
elaboradas. Gibis e jornais também são essenciais para desenvolver o
gosto pela leitura.
Sempre leia em voz alta. Isso faz com que a criança perceba a
relação entre a palavra escrita e a falada. Abuse do recurso da
entonação para deixar a narrativa mais atraente.
Leve seu filho a livrarias e bibliotecas públicas. Ele vai se sentir
importante quando ganhar uma carteirinha de leitor ou puder escolher os
próprios volumes para levar para casa.
Ensine a importância de cuidar e conservar os livros, mas não exija
que eles fiquem sempre impecáveis, pois isso é sinal de que não foram
lidos mostre que um mesmo exemplar pode servir para várias pessoas e
incentive a troca de publicações entre as crianças.
Facilite o acesso a vários tipos de histórias. Enredos com heróis e
vilões diferentes representam também ansiedades, desejos, medos e
fantasias comuns ao ser humano. Ao viver essas situações de forma
simbólica, a criança se prepara para a vida adulta com mais segurança.
Incentive
seu filho a se vestir sozinho. Uma técnica muito utilizada é começar
deixando apenas o último passo para ele. Se estiver ensinando a vestir
uma camiseta, coloque tudo e deixe apenas que ele puxe para passar a
cabeça; se for uma calça, coloque as pernas e deixe que ele a puxe até a
cintura. Assim ele entenderá que a ação era vestir a peça. Vá
retrocedendo em pequenos passos até que ele execute a ação de forma
inteiramente independente.
Incentive-o também, da mesma forma, a se servir, comer, beber e assim por diante.
Ao
fazer isto, fique calma e elogie tranquilamente cada pequeno avanço.
Não fale mais que o necessário e evite irritar-se com pequenos
retrocessos. Pense que neste momento você é mais que um pai e uma mãe.
Você é um pai ou uma mãe que está cumprindo um papel muito importante
para seu filho.
2. Estabeleça rotinas que facilitem a organização de seu filho.
A criança autista tem uma
tendência muito grande a se fixar em rotinas. Você pode utilizar isso a
favor da tranquilidade da mesma. Por exemplo, para organizar uma boa
noite de sono, em horários pré-fixados, dê o jantar, o banho, vista o
pijama, coloque-a na cama e abaixe a luz. A ordem pode ser esta ou
alguma outra um pouco diferente, de acordo com sua preferência.
Nada
melhor para enfrentar um dia duro de trabalho que uma boa noite de
sono. E uma rotina para encerrar o dia funciona bem para a maioria das
pessoas.
Mas tente fazer isto de uma forma natural para encerrar o dia de seu ilho, e não um ponto de atrito entre membros da família.
3. Ensine seu filho a quebrar rotinas.
Faça pequenas mudanças na vida
diária, no começo de preferência uma de cada vez. Mude o lugar de seu
filho à mesa, tente variar a comida, colocar a TV em um canal que não
seja o preferido dele, mude o caminho de ir à escola. As rotinas não são
imutáveis, e é melhor que seu filho aprenda isto desde cedo.
Você pode achar paradoxal, mas ao mesmo tempo em que a rotina é importante, é importante também aprender a aceitar mudanças.
4. Frequente locais públicos com seu filho.
Se
seu filho é pequeno, dê preferência a parques públicos onde ele possa
brincar em atividades necessárias para qualquer criança - principalmente
para ele - como escorregar, balançar-se, pendurar-se, etc.
Se
ele for maior, faça caminhadas em parques, será muito bom tanto para
você quanto para ele. É importante frequentar locais públicos com seu
filho, mesmo porque algumas vezes isto é inevitável. Se você tiver
oportunidade de organizar-se neste sentido, depois de algum tempo vai
perceber que realmente valeu a pena.
Fonte: Autismo - Guia Prático (Ana Maria S. Ros de Mello)
Já
li o livro Autismo - não espere, aja logo! do Paiva Junior Depoimento
de um Pai sobre os Sinais de Autismo e gostaria de compartilhar um
trecho do capitulo 10
Imitar é aprender.
"O autismo não imita.
Quando
soube dessa característica, percebi o quanto seu cérebro trabalha
diferente e o motivo de não aprender o que comumente qualquer bebê com
desenvolvimento típico aprende.
Imitar faz aprender; Pelo menos é primeiro estágio do aprendizado.
Ao sermos alfabetizados, primeiro copiamos.
Depois,
aprendemos para fazermos sozinhos.quando estamos aprendendo algo novo,
uma nova área do conhecimento, muitas vezes imitamos primeiro,copiamos
alguém que já o faz com habilidade.
O fato não imitar é sério
Compromete.
Principalmente nessa primeira fase de aprendizado do bebê.
A sensação de perceber que seu filho não imita, portanto, tem imensa dificuldade em aprender algo naturalmente, é horrível.
A primeira preocupação que passou pela mente, antes de conhecer qualquer tipo de terapia foi indagação:
" Como ensinar um bebê a imitar algo que é tão natural e inato do ser humano?" -me perguntava sem reposta."
O QUE alguém aprende ou deixa de aprender na infância pode afetar suas habilidades no futuro?
A função das sinapses
Avanços na tecnologia do mapeamento cerebral permitem aos cientistas,
como nunca, estudar o desenvolvimento do cérebro em mais detalhes. Tais
estudos indicam que os primeiros anos de uma criança são essenciais para
o desenvolvimento das funções cerebrais necessárias para lidar com
informações, expressar emoções de forma adequada e tornar-se eficiente
na linguagem.As conexões neurais são formadas muito rapidamente nos
primeiros anos de vida.
O cérebro aumenta sensivelmente em tamanho, estrutura e função durante
os primeiros anos de vida. Num ambiente rico em estímulos e incentivos
ao aprendizado, as sinapses se multiplicam, criando uma ampla rede de
conexões neurais, que dão origem ao pensamento, ao aprendizado e ao
raciocínio.
O que pode acontecer é que, quanto mais estímulo o cérebro infantil
recebe, mais células nervosas são ativadas e mais conexões são criadas
entre elas. O interessante é que esse estímulo não é simplesmente de
origem intelectual, adquirido quando se está presenciando
acontecimentos, quando se obtêm informações ou quando se exercita a
linguagem. Os cientistas constataram que o estímulo emocional também é
necessário. Pesquisas indicam que se criam menos conexões neurais em
bebês que não são abraçados, acalentados, emocionalmente estimulados ou
com os quais não se fazem brincadeiras.
Bebês sem o estímulo adequado talvez não se desenvolvam tanto quanto outro.
Ao entrar no universo infantil, o adulto fascina a criança. Elas adoram
ouvir histórias. Ficam na expectativa de saber se a princesa de cabelos
dourados vai fugir da torre. Torcem pelos irmãos que enfrentam a bruxa
malvada.
Envolvem-se e encantam-se. Os pais deveriam ler sempre para os filhos.É
um momento especial.A criança depara com os adultos falando com voz
diferente, um brilho alterado no olhar, movimentos ou expressões faciais
incomuns. A mudança no comportamento dos pais fascina os pequenos.
O resultado desse momento tão particular não poderia ser diferente: a hora do conto se eterniza na memória.
os pais devem valorizar essa rotina, pois contar histórias é uma forma de aprendizado.
-Entonação -Nada é mais entediante para uma criança do que uma leitura
monótona. A voz dramatiza a história.Mas cuidado para não exagerar.
-Ler ou contar -Tanto faz.Improvisar exige mais criatividade.Mas a
leitura é também uma ótima ferramenta. Cria no filho a idéia de que as
histórias moram nos livros.
-Cenário -Não é preciso muita elaboração para criar cenas. Um simples
lápis que se transforma em vara de condão ou um lenço que vira uma capa
mágica são capazes de encantar a criança.
-Estabeleça um momento do dia para a história, como antes de dormir. Mas
não há regras,pode também contar as histórias durante as viagens de
carro e também aproveita as refeições para prender a atenção das
crianças.
-Não obrigue a criança a ouvir histórias quando ela não quer.
-Tente não mudar o enredo das histórias. Crianças pequenas pedem que se
repita várias vezes a mesma história. Esperam determinadas partes só
para confirmar que as ouviram antes. É assim que também vão
compreendendo melhor o conto.
Dicas de livros para cada idade
Entre um ano e meio e três anos: Nas crianças menores,entre os
brinquedos livros de papelão, plástico ou pano, contendo gravuras que
permitirão a criança explorar o ambiente pelo tato e nomear os objetos.
Até os 3 anos-O enredo deve ser curto, contendo humor e mistério, com
repetição dos elementos para a manutenção de sua atenção.As crianças
assimila melhor enredos com crianças, bichinhos, brinquedos ou animais
com características humanas, ou seja, que falam e têm sentimentos.
Dos 3 aos 6 anos-as histórias devem abusar da fantasia com reviravoltas
no enredo e também de crianças ou animais como personagens. Os contos de
fada são imbatíveis.
Aos 7 anos, leia aventuras em ambientes conhecidos, como a escola, o
bairro, a família. As fábulas continuam em alta.Revistas em quadrinhos.
Aos 8 anos- as fantasias mais elaboradas (Mágico de Oz, Alice no País das Maravilhas, Harry Potter) são ideais.
A partir dos 9 anos- histórias de explorações, viagens, as invenções, os
enredos humorísticos prendem a atenção, assim como os contos de mitos e
lendas.
A melhor
maneira de ensinar caligrafia é a utilização de uma abordagem
cinestésica e multisensorial, o que significa realmente sentir o
movimento, uma vez que está sendo realizado.
O importante é visualizar e verbalizar um padrão de movimento como a ação,
Um exemplo de como realizar a instrução cinestésica para letra ou número.
escrever a letra em um quadro-negro ou quadro branco. Designar o ponto de partida e verbalizar as instruções para o sentido correto da escrita da letra.
Inicie com as vogais ( O, I, E , A, U) depois a inicial do nome da criança. Depois as letrinhas de curvas (C, G, J, S).
-rastrear
sobre a letra no quadro-negro com os olhos abertos, depois com os olhos
fechados e verbalizar o sentido (direcionalidade) da formação da
letra.
-escrever no ar com um dedo indicador ou na areia, espuma, creme, massinha, farinha, talco ou tinta (multisensorial)
-pode realizar atividades de formação da letra com colagem com cereais, barbante ou pintura
-A criança pode então tentar escrever no papel, enquanto verbaliza o sentido da formação da letra.
As escolas se transformam em um território desconhecido para as
crianças no início do ano escolar. Os alunos vão precisar se adaptar
aos horários, regras, rotina, professores e novos amigos. Tanta novidade
pode tornar o novo ambiente em um cenário assustador, capaz de criar
manha, cenas na porta da escola e até mesmo pânico nas crianças. Porém,
os pais podem desempenhar um papel importante nesta fase e tentar
amenizar o medo para que os pequenos enfrentem com mais segurança a nova
etapa.
Os novos professores e o lugar estranho são as queixas mais frequentes
das crianças. A psicopedagoga Maria Cecilia Galelo Nascimento Zaniboni
fala da importância dos pais demonstrarem ao filho a confiança que
depositam na nova escola e que eles acreditam que é a melhor escolha que
fizeram para ele. “Mostre que é normal ter tais sentimentos neste
momento de transição e que ele conseguirá superar e ainda gostará tanto
ou até mais do que sua antiga escola. Deixe claro que também depende
dele querer essa adaptação e, acima de tudo, pode contar os pais para
ajudá-lo neste período.”
As crianças pequenas têm menos recursos emocionais para mudanças,
pois tudo que é diferente e acontece longe dos pais as deixam inseguras.
É interessante nunca fazer mudanças sem preparar a criança, ir com ela
visitar o local e conhecer as pessoas que trabalham ali.
Maria Cecília lembra que as crianças maiores normalmente já têm
percepção e maturidade para se adaptar de uma maneira mais tranquila.
Sem acordo
Se depois de dias ou semanas a criança continuar resistindo em
frequentar as aulas, a presença dos pais na escola será obrigatória.
Segundo Maria Irene Maluf, pedagoga especialista em Psicopedagogia e
Educação Especial, pode ser necessário solicitar uma conversa com a
orientadora e pedir, sem aviso prévio, para ver o filho naquele momento.
“Às vezes, as crianças fantasiam ser mal tratadas para chamarem a
atenção dos pais. Por isso é bom ir sem avisar. Se for manha da criança,
dá para conversar, explicar que não é possível mudar de escola antes do
meio ou do final do ano. Em geral, depois de um tempo maior, as
próprias crianças não querem mais sair da escola”, explica ela.
As dificuldades mais comuns que as crianças enfrentam
- Falta de entrosamento com os novos colegas
- Adaptar-se a novas regras
- A dificuldade de entender o espaço físico da nova escola
-Não conhecer os professores e funcionários e, consequentemente, não se sentir segura e amparada
- A saudade da escola anterior, sentindo falta dos colegas, professores e funcionários, inclusive do espaço físico.
Como os pais devem lidar com os problemas de adaptação das crianças
- Ir a escola é obrigatório. E ponto final
- Se a criança tiver mais de seis anos, deixar que resolva entre duas
ou três escolas escolhidas pelos pais, isso faz com que se sintam
participantes. Mas escola sempre é uma decisão final que cabe aos pais,
até o final do colegial
- Levar a criança até o local antes do início das aulas para que ela
conheça o ambiente e, se possível, os professores. Isso diminuirá o
impacto do primeiro dia de aula
-Em muitos casos são os pais que não se adaptam aos novos horários,
lugares, normas e acabam transferindo isso indiretamente aos filhos.
Portanto, escolhida a escola é proibido falar mal dela
- Se depois de muita conversa a criança fizer manha, deixe claro que
estará esperando por ela na hora da saída e trate a situação com
naturalidade.
Não deixe que a bagunça das crianças domine a casa
Além da adaptação da casa para a chegada dos bebês, depois que os
filhos nascem a casa nunca mais foi tão organizada como antes, não é
verdade?
Crianças precisam brincar com tranquilidade e liberdade, mas é
possível sim impor limites para que as coisas não saiam do controle.
Assim como em todos os pontos da educação infantil, o bom exemplo dos
pais é fundamental.
Introduzir os conceitos de organização através do exemplo é realmente
válido. Quando a criança cresce um pouco, por volta dos 4 anos, já é
possível arrumar o armários com os filhos ao lado, por exemplo.
Brincou, guardou.
Você não precisa se preocupar com a bagunça durante a brincadeira se
ensinar seu filho a guardar tudo depois que terminar. Quando perceber os
primeiros sinais de cansaço, vale interromper para que ainda haja
disposição para organizar o material. Também evite frases como “você não
vai deixar essa bagunça” e substitua por “arrume tudo antes de sair”.
Com os materiais escolares não é diferente. Procure a melhor forma de
organizar todos os itens escolares e deixe que a criança participe. A
desorganização nesse quesito pode desestimular seu filho a realizar as
tarefas e até perder a vontade de ir a escola.
Não se esqueça de incentivar e até recompensar seu filho pelo bom comportamento quando dor possível e adequado.